domingo, 7 de agosto de 2011

Reencontro.

Ao ver-te me perco
Acelero o coração
Perco os sentidos
Desconcerto-me

Tentando concertar
Cometo os mesmos erros
E tu te aborreces comigo
Mas palavras não são nada para nós

Nossos olhos falam
As lágrimas lavam
E nos perdoamos
Porque sabemos

Que nosso encontro não foi em vão
Que os sentimentos
São recíprocos e verdadeiros
E que queremos muito isso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

No bar.

“Me passa o cigarro?!”

Nem bêbada, nem louca, nem desesperada

(não mais do que sempre estive)

Estou é lúcida pra caralho

E sei que não tenho saída

Ouvir tua voz me dói tanto...

Querer tira as forças

Já nem sei mais pra onde ir, nem o que fazer

Se ao menos você me amasse um pouco

Não estaria aqui, agora, neste bar, sozinha, longe de você

E de mim.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Puro rock.

A noite tem o poder de transformar vidas
Embalados pelo som que sai de bocas embriagadas
Desnorteados pela fumaça que ofusca os olhares
Nós, amantes dessa energia que nos dá prazer
Exalamos o cheiro da ânsia que nos consumia
E realizarmos o desejo de nos pertencermos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Impossível desviar

Eu vejo
As cores
E (des)amores
Daquele que atiça
E corrompe os meus olhos

Suas luzes e gestos
Não me machucam por fora
Mas lá dentro já tem lugar marcado
No topo da arquibancada lotada

Em meio ao espetáculo principal
O palhaço fica desinteressante
No momento em que sou atraída
Pelo flash que sempre rouba a minha atenção

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Inventário do Ir-Remediável

“Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu”

Caio F. Abreu

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sem sabor

Um beijo nada é quando dado sem vontade
De uma forma tão forte que atinge
Quem sabe sentir o verdadeiro gosto das coisas
Quem sabe se doar

Porém aquele que o recusa
Já acostumado com o evitar cotidiano
Um ser sem gosto de amor na vida
Não sente o seu verdadeiro sabor

Quando alguém se enche de vazio
O olhar, o sentir, o tocar e o viver
Não significam
Nada!

segunda-feira, 16 de maio de 2011